Cinco livros para entender a escravidão no Brasil
12/05/2022 - 16:34

Neste 13 de Maio, data da assinatura da Lei Áurea, a Rádio Educativa FM selecionou alguns livros para que você, ouvinte atento e leitor interessado, possa saber mais sobre a escravatura e, enfim, sobre a nossa própria história.

 

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Clássico da literatura nacional, “Casa Grande & Senzala”, do sociólogo Gilberto Freyre, é uma das mais conhecidas obras que tratam do tema, e por isso um ótimo ponto de partida. Lançado em 1933, o livro faz um panorama sobre a formação social do país, e teve como objetivo também responder às teses filosóficas racistas que vigoravam nos anos 1920 e 1930. Anos depois, foi alvo de críticas por ser contrário ao racismo, mas por, supostamente, ter “legitimado” a escravidão.​​​​​​.

 

“Casa Grande & Senzala”
Gilberto Freyre
Editora Global (51ª edição)
728 páginas

 

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“Escravidão”, Volume I”, de Laurentino Gomes (autor de “1808”, “1822” e “1889”), é um dos trabalhos dos mais recentes e impactantes sobre o tema. Este primeiro volume – outros dois completarão a trilogia - abrange do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. Uma rica pesquisa que durou seis anos e exigiu viagens por doze países, tudo para que fosse possível explicar as raízes da escravidão humana na antiguidade, e as razões do tráfico de humanos para a América.

 

“Escravidão”, Volume I”
Laurentino Gomes
Editora Globolivros
Revisão e anotações: Alberto da Costa e Silva
479 páginas

 

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“Torto Arado”, de Itamar Vieira Junior, foi o mais recente fenômeno literário no Brasil. É um romance em que duas irmãs trocam de vozes, tendo como pano de fundo memórias coletivas e a descrição sem igual das desigualdades racial e de gênero. O jornalista Cristiano Castilho, em recente resenha, definiu que “a vontade, a consciência sociopolítica e a educação são trunfos utilizados pelas personagens para escapar da sombra de um Brasil dolorosamente encalhado em seu passado escravista.... A religião de matizes africanas, as lendas, as crenças e a relação horizontal com a natureza são o outro espectro dessa “esperança engajada”.

 

“Torto Arado”
Itamar Vieira Junior
Editoras: Leya (Portugal) e Todavia (Brasil)
262 páginas

 

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“A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro – 1808/1850”, de Mary C. Karasch. Com a destruição nos primórdios da República, pelo fogo, de importantes documentos, a autora encontrou fontes alternativas como registro de enterros, tradições religiosas, relato de viagens, correspondência policial, etc. para desfazer mitos como o da benevolência dos senhores de escravos, suposta prática de concessão de alforria quando os donos morriam - e muito mais.

 

“A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro - 1808-1850”
Mary C. Karasch
Editora Companhia das Letras
643 páginas

 

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“Fala, Crioulo – O que é ser negro no Brasil” é uma obra que reúne depoimentos de personalidades de destaque da etnia negra, de condições sociais e culturais diversas, em que falam de suas esperanças e desesperanças. Obra organizada por Haroldo Costa.

 

“Fala, Crioulo - O que é ser negro no Brasil”
Editora Record
333 páginas

 

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